A NASA deu por concluída a missão de uma das suas sondas em Marte, após seis meses sem conseguir restabelecer comunicação.
Apesar desta situação, a agência continua a operar várias outras missões em órbita do planeta vermelho, garantindo a continuidade das suas atividades científicas e de exploração espacial.
Este caso evidencia os desafios associados às missões espaciais de longa duração e à manutenção de sistemas em ambientes extremos, reforçando a importância da inovação tecnológica e da resiliência nas operações espaciais.
A sonda MAVEN deverá permanecer em órbita durante várias décadas, entre 50 a 100 anos, antes de eventualmente cair na superfície marciana.
Fonte: Público
No passado dia 6 de junho, a Biblioteca Municipal de Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, acolheu a sessão intitulada “O Espaço em Santa Maria: Onde estamos e para onde vamos?”, uma iniciativa promovida pela Agência Espacial Portuguesa e pela Estrutura de Missão dos Açores para o Espaço (EMA Espaço), com o apoio da Câmara Municipal de Vila do Porto.
O evento teve como principal objetivo apresentar à comunidade local os projetos, iniciativas e oportunidades previstas para 2026 no setor espacial, reforçando a importância crescente desta área para o desenvolvimento da ilha.
A sessão contou com cerca de 12 intervenientes, entre participações presenciais e online, incluindo representantes de várias entidades nacionais e internacionais, como a Força Aérea Portuguesa, Thales Portugal, RAEGE, Atlantic Space Consortium, LeoLabs, AtmoS, Space Forge, New Space Portugal e a Agência Espacial Europeia (ESA), entre outras. No total, estiveram presentes cerca de 90 pessoas, demonstrando o interesse da população neste tema.
A abertura ficou a cargo do coordenador da EMA Espaço, André Craveiro, que destacou que, apesar do objetivo de desenvolver o setor espacial em Santa Maria, esse crescimento está a ser conduzido de forma responsável e sustentável do ponto de vista socioeconómico. Sublinhou ainda a importância do envolvimento da comunidade neste percurso, afirmando que “esta caminhada que está a ser feita nos Açores, em particular em Santa Maria, há mais de 20 anos, só pode ser feita com a população e através da população”.
Seguiu-se a intervenção de Ricardo Conde, da Agência Espacial Portuguesa, que reforçou essa ideia de responsabilidade, sublinhando que Portugal faz parte de uma Europa em construção, onde a tecnologia desempenha um papel fundamental. O responsável destacou, ainda, que o setor espacial pode trazer valor acrescentado à região, contribuindo para a fixação de empresas e abrindo novas perspetivas para as próximas gerações.
Também a Presidente da Câmara Municipal de Vila do Porto, Bárbara Chaves, salientou o bom relacionamento com o Governo Regional e a importância da sessão para dar a conhecer, com maior detalhe, o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 20 anos. A autarca enfatizou a necessidade de criar oportunidades que incentivem os jovens a regressar à ilha após os estudos, apontando o setor espacial como uma área estratégica.
“Sou de Santa Maria, vivo aqui e quero continuar a viver, por isso nunca faria nada para pôr em causa o bem-estar dos marienses”, afirmou a presidente, reforçando o compromisso com um desenvolvimento equilibrado e sustentável.
A forte adesão e o reduzido número de questões colocadas pela audiência — apenas uma — sugerem que a sessão foi esclarecedora para os participantes, contribuindo para uma melhor compreensão dos projetos em curso e das perspetivas futuras.
Dirigido a toda a população de Santa Maria, este encontro reforçou o envolvimento da comunidade local no desenvolvimento do setor espacial na ilha, consolidando Santa Maria como um ponto estratégico no panorama do espaço em Portugal.
A edição de 2026 do European Rocketry Challenge (EuRoC), organizada pela Agência Espacial Portuguesa, registou um número recorde de inscrições, com 64 candidaturas provenientes de 26 países, das quais 61 foram consideradas elegíveis.
Pelo segundo ano consecutivo, Portugal volta a destacar-se como o país mais representado, com oito equipas, seguido da Alemanha e do Reino Unido.
Como sublinha Marta Gonçalves, da Agência Espacial Portuguesa, “termos oito equipa portuguesas numa competição europeia diz muito sobre o que está a acontecer no ensino científico em Portugal, particularmente na área do aeroespacial”.
A competição decorrerá de 15 a 21 de outubro, em Constância e conta com o apoio da Câmara Municipal local e do Exército português, que disponibiliza o campo militar de Santa Margarida para a realização dos lançamentos.
Fonte: Sapo (Radar)
Vaquinhas Espaciais |
FLWSpacers |
EBI dos Ginetes (ilha de São Miguel) |
EBS das Flores |
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“Do pasto ao espaço!” |
“da ilha das Cascatas para a ilha do Sol à procura de conquistas” |
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Chegou ao fim, com sucesso, a 4.ª edição do CanSat Júnior Açores, uma iniciativa que continua a afirmar-se como uma referência na promoção das áreas do espaço e da ciência junto dos jovens estudantes da Região.
Apesar das condições atmosféricas adversas, que condicionaram a realização do evento e levaram a que duas equipas da ilha do Faial não participassem, a competição contou com 13 equipas das 15 inicialmente selecionadas.
O denso nevoeiro não permitiu a realização dos lançamentos nos moldes habituais. No entanto, foi encontrada uma solução inovadora, com a realização de lançamentos na RAEGE — Rede Atlântica de Estações Geodinâmicas e Espaciais — permitindo minimizar a frustração das equipas e garantir uma experiência enriquecedora para todos os participantes.
Nesta edição, destacou-se o elevado nível de preparação, conhecimento e aperfeiçoamento das equipas, refletido na qualidade global dos projetos apresentados. De forma inédita, para além da atribuição dos três primeiros prémios, foram ainda atribuídas duas menções honrosas, evidenciando o elevado desempenho e competitividade saudável entre os participantes, sem nunca perder o espírito de partilha, colaboração e entreajuda entre equipas e professores.
As menções honrosas foram atribuídas às equipas Vaquinhas Espaciais, da EBI dos Ginetes (ilha de São Miguel), e FLWSpacers, da EBS das Flores, esta última tendo participado com dois elementos a menos devido às dificuldades de deslocação causadas pelas condições meteorológicas.
Relativamente aos prémios principais, o 3.º lugar foi conquistado pela equipa AirTero, da Escola Antero de Quental (São Miguel), o 2.º lugar pela equipa Rocket Fus10n, da EBS da Madalena do Pico, e o 1.º lugar pela equipa Lepras-SAT, da EBS das Lajes do Pico.
Apesar de todos os constrangimentos provocados pelas condições meteorológicas, a edição deste ano revelou-se um sucesso, terminando com um forte sentimento de dever cumprido por parte da organização, participantes e parceiros.

A contagem decrescente já começou: está a chegar o(s) dia(s) para o(s) qual(is) se trabalha há vários meses.
Depois de um longo período de preparação, organização e dedicação de todas as equipas envolvidas, o evento aproxima-se rapidamente, tendo lugar na ilha de Santa Maria, onde tudo está a ser preparado ao detalhe para acolher participantes e convidados.
Ao longo destes meses foram ultrapassados desafios, afinados pormenores e reforçado o espírito de equipa, com um objetivo comum: garantir a melhor experiência para todos os participantes.
Agora, é tempo de ultimar preparativos e entrar na fase final. Tudo indica que estão reunidas as condições para que este seja um evento de grande qualidade, marcado pelo talento, empenho e inovação.
Contamos consigo, em breve, neste momento tão aguardado.