A contagem decrescente já começou: está a chegar o(s) dia(s) para o(s) qual(is) se trabalha há vários meses.
Depois de um longo período de preparação, organização e dedicação de todas as equipas envolvidas, o evento aproxima-se rapidamente, tendo lugar na ilha de Santa Maria, onde tudo está a ser preparado ao detalhe para acolher participantes e convidados.
Ao longo destes meses foram ultrapassados desafios, afinados pormenores e reforçado o espírito de equipa, com um objetivo comum: garantir a melhor experiência para todos os participantes.
Agora, é tempo de ultimar preparativos e entrar na fase final. Tudo indica que estão reunidas as condições para que este seja um evento de grande qualidade, marcado pelo talento, empenho e inovação.
Contamos consigo, em breve, neste momento tão aguardado.
A fábrica de satélites Alverca Space Hub deverá estar concluída até ao final de junho, com entrada em produção prevista ainda durante 2026. Os primeiros satélites a sair da unidade serão desenvolvidos no âmbito do programa europeu SAFE.
O projeto, integrado na Agenda New Space Portugal e financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), conta com um investimento superior a 16 milhões de euros. A infraestrutura está a ser desenvolvida por um consórcio liderado pelo CEiiA, com participação da Força Aérea Portuguesa e várias empresas do setor aeroespacial.
Localizada em Alverca, a unidade terá cerca de 600 m² e será dedicada sobretudo à integração de satélites com tecnologia radar (SAR), podendo também trabalhar com satélites óticos e de comunicações. A fase inicial deverá criar cerca de 30 postos de trabalho altamente qualificados.
Paralelamente, a Força Aérea continua a avançar com o projeto da Base Espacial de Santa Maria, nos Açores, estando em curso negociações para aquisição de terrenos. Este projeto visa reforçar a capacidade de acesso ao espaço a partir de Portugal, com primeiros lançamentos de foguetões apontados para 2027 ou 2028.
Fonte: Sapo.pt (ECO)
A ilha de Santa Maria recebe, nos próximos dias 22 e 23 de maio, a 4.ª edição do CanSat Júnior Açores, uma iniciativa que continua a afirmar-se como uma importante plataforma de promoção da ciência e tecnologia junto dos jovens estudantes açorianos.
O evento contará com a participação de cerca de 80 alunos e 15 professores, provenientes de seis ilhas do arquipélago — São Miguel, Pico, Terceira, Faial, Santa Maria e Flores — refletindo o crescente interesse e envolvimento das comunidades escolares no domínio da área espacial e das tecnologias associadas.
Durante dois dias, os participantes terão a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos em contexto de sala de aula, através do desenvolvimento e lançamento de pequenos satélites do tamanho de uma lata de refrigerante — os chamados CanSat. Estes projetos simulam missões espaciais reais, promovendo competências nas áreas da engenharia, programação, trabalho em equipa e resolução de problemas.
A iniciativa visa não só estimular o interesse pelas áreas STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), mas também incentivar o espírito crítico, a criatividade e a inovação entre os mais jovens.
A realização do evento em Santa Maria volta a destacar o papel da ilha no setor espacial regional, proporcionando aos participantes contacto direto com um território estratégico para o desenvolvimento de atividades ligadas ao espaço.
A Agência Espacial Europeia (ESA) prepara o lançamento do satélite SMILE, previsto para esta terça-feira, com o objetivo de estudar a interação entre os ventos solares e o campo magnético da Terra.
Desenvolvida em parceria com a Academia Chinesa das Ciências, a missão permitirá observar pela primeira vez, a partir do espaço, o confronto entre as partículas emitidas pelo Sol e o “escudo” magnético do planeta. Este fenómeno está na origem de eventos como as auroras boreais e as tempestades solares.
O satélite será lançado a partir do centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo do foguetão Vega-C. Equipado com instrumentos de imagiologia em raios X e ultravioleta, bem como um analisador de iões e um magnetómetro, o SMILE irá recolher dados essenciais para compreender melhor a chamada meteorologia espacial.
Segundo a ESA, estas informações serão fundamentais para melhorar a previsão de tempestades solares, que podem afetar satélites, sistemas de telecomunicações e outras infraestruturas críticas.
A missão terá uma duração prevista de três anos e meio, durante os quais o SMILE fornecerá uma visão inédita da relação entre o Sol e a Terra.
Fonte: Sapo.pt (ECO)
O Observatório Astronómico de Santana – Açores (OASA) pretende lançar este ano o concurso para a construção de um Planetário Fixo, assinalando assim os seus 25 anos de atividade.
A nova infraestrutura, a construir na Ribeira Grande, permitirá uma experiência imersiva de observação do Espaço através de tecnologia de simulação. O projeto, ambicionado há cerca de uma década, deverá avançar nos próximos meses.
Com mais de 13 mil visitantes em 2025, o OASA reforça o seu papel na promoção da ciência e na sensibilização de crianças e jovens para a astronomia, numa altura em que os Açores apostam cada vez mais no setor espacial.
Fonte: Açoriano Oriental
A britânica Space Forge, especializada na produção de materiais para semicondutores no Espaço, está a avaliar a instalação de uma fábrica em Portugal, num investimento que poderá rondar as duas dezenas de milhões de euros, com início de construção previsto para 2027.
A empresa já conta com uma filial nos Açores, em Santa Maria, onde pretende operar a recuperação das suas cápsulas espaciais, contribuindo para o desenvolvimento do futuro Space Hub e do ecossistema de transporte espacial na região.
Segundo a empresa, Portugal destaca-se pelo enquadramento regulatório competitivo, talento qualificado e potencial no setor dos semicondutores. A Space Forge admite ainda que, no futuro, poderá considerar o fabrico de veículos espaciais no país.
A empresa desenvolve tecnologia inovadora que permite produzir semicondutores em microgravidade, aumentando a eficiência dos materiais e reduzindo o consumo energético, com aplicação em áreas como telecomunicações, energia e inteligência artificial.
Fonte: Sapo