Estudo reforça importância estratégica do Porto Espacial de Santa Maria para o acesso europeu ao espaço

Um estudo encomendado pela Agência Espacial Portuguesa à consultora Novaspace conclui que o Porto Espacial de Santa Maria poderá assumir um papel estratégico no acesso europeu ao espaço, funcionando como uma verdadeira “porta de entrada” para futuras operações espaciais.

De acordo com as conclusões apresentadas, a concretização desta infraestrutura poderá impulsionar a atração de novas empresas e investimentos para a Região, contribuindo para o desenvolvimento de um ecossistema empresarial e tecnológico associado ao setor espacial.

A expectativa é que, após a entrada em funcionamento do porto espacial, surjam novas oportunidades de negócio, investigação e inovação, com impacto positivo na criação de emprego qualificado e na diversificação da economia regional.

O estudo reforça, assim, o papel dos Açores e, em particular, de Santa Maria, como ativo estratégico para o desenvolvimento da economia espacial nacional e europeia.

 

Fonte: RTP Açores.

Teleporto de Santa Maria destacado como ativo estratégico nacional

O Teleporto de Santa Maria foi recentemente destacado como uma infraestrutura essencial para o funcionamento dos sistemas de comunicação e navegação utilizados no quotidiano, segundo defende Miguel Boavida, Head of Space e Ground Segments na Thales Portugal, num artigo de opinião.

De acordo com o especialista, estas estações terrestres são fundamentais para assegurar serviços como comunicações, navegação e observação da Terra, funcionando como ligação entre os satélites e as redes em terra.

No caso de Santa Maria, a localização geográfica e as condições naturais favoráveis tornam o teleporto particularmente adequado para diversas missões espaciais, incluindo o rastreio de lançadores e o processamento de dados relevantes para o controlo marítimo e de fronteiras.

Miguel Boavida sublinha ainda que este tipo de infraestruturas constitui um ativo estratégico para a soberania nacional, contribuindo para a resiliência das comunicações e para a redução da dependência de outros países.

Fonte: Sapo.pt (ECO) 

LEOLABS apoia equipa açoriana na representação de Portugal nos Países Baixos

LEOLABS, parceira no projeto CanSat Júnior Açores, apoiou a participação da equipa da Escola Básica e Secundária da Madalena —Astros Nó Atlântico — na competição internacional, a realizar nos Países Baixos, entre os dias 17 e 19 de junho, onde representará Portugal.

Este apoio traduziu-se no pagamento das passagens Pico- Lisboa e respetivo regresso, bem como do alojamento em Amesterdão, contribuindo de forma relevante para a presença da equipa neste importante evento internacional.

A participação da equipa Astros Nó Atlântico representa não só um importante marco para os jovens envolvidos, como também um motivo de orgulho para a Região Autónoma dos Açores, ao evidenciar o talento e a capacidade dos estudantes açorianos na área do espaço e da tecnologia.

Esta colaboração reforça, ainda, a importância das parcerias com entidades como a LEOLABS, que desempenham um papel fundamental na promoção e no desenvolvimento de iniciativas educativas e científicas, como o CanSat.

Açores com os olhos na Lua: Teleporto de Santa Maria ganha nova ambição

O Teleporto de Santa Maria, nos Açores, está a reforçar o seu papel estratégico no setor espacial, com planos para apoiar futuras missões à Lua. Atualmente operado pela Thales Portugal, este centro já assegura funções críticas no acompanhamento de lançamentos de foguetões da Agência Espacial Europeia (ESA), bem como serviços de monitorização marítima através de satélite.

Localizado no Monte das Flores, o teleporto é responsável por captar a telemetria dos lançadores Ariane logo após a descolagem na Guiana Francesa, sendo considerado uma estação decisiva (“go/no go”) para o sucesso das missões. Qualquer falha pode implicar o adiamento do lançamento.

A infraestrutura serve atualmente cerca de 15 clientes, incluindo entidades institucionais e empresas privadas do chamado “New Space”, nas áreas da observação da Terra, comunicações e monitorização de detritos espaciais.

A vantagem geográfica de Santa Maria, com ampla visibilidade e reduzidas obstruções, tem sido determinante para atrair operadores e expandir a capacidade do teleporto.

No futuro, o objetivo passa por integrar redes de comunicação de espaço profundo, incluindo missões cis-lunares. Para isso, está já preparada uma antena de 15 metros, capaz de suportar comunicações com a órbita lunar ou com a superfície da Lua. Estão em curso negociações para concretizar essa ambição.

Paralelamente, estão previstos novos investimentos, nomeadamente a instalação de uma antena de última geração da ESA e o apoio ao projeto europeu Space Rider, reforçando o posicionamento dos Açores como um polo relevante na economia espacial.

 

Fonte: Sapo.pt (ECO)

NASA termina missão após perda de contacto com sonda em Marte

A NASA deu por concluída a missão de uma das suas sondas em Marte, após seis meses sem conseguir restabelecer comunicação.

Apesar desta situação, a agência continua a operar várias outras missões em órbita do planeta vermelho, garantindo a continuidade das suas atividades científicas e de exploração espacial.

Este caso evidencia os desafios associados às missões espaciais de longa duração e à manutenção de sistemas em ambientes extremos, reforçando a importância da inovação tecnológica e da resiliência nas operações espaciais.

A sonda MAVEN deverá permanecer em órbita durante várias décadas, entre 50 a 100 anos, antes de eventualmente cair na superfície marciana.

Fonte: Público

Setor espacial em destaque numa sessão pública na ilha de Santa Maria

No passado dia 6 de junho, a Biblioteca Municipal de Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, acolheu a sessão intitulada “O Espaço em Santa Maria: Onde estamos e para onde vamos?”, uma iniciativa promovida pela Agência Espacial Portuguesa e pela Estrutura de Missão dos Açores para o Espaço (EMA Espaço), com o apoio da Câmara Municipal de Vila do Porto.

O evento teve como principal objetivo apresentar à comunidade local os projetos, iniciativas e oportunidades previstas para 2026 no setor espacial, reforçando a importância crescente desta área para o desenvolvimento da ilha.

A sessão contou com cerca de 12 intervenientes, entre participações presenciais e online, incluindo representantes de várias entidades nacionais e internacionais, como a Força Aérea Portuguesa, Thales Portugal, RAEGE, Atlantic Space Consortium, LeoLabs, AtmoS, Space Forge, New Space Portugal e a Agência Espacial Europeia (ESA), entre outras. No total, estiveram presentes cerca de 90 pessoas, demonstrando o interesse da população neste tema.

A abertura ficou a cargo do coordenador da EMA Espaço, André Craveiro, que destacou que, apesar do objetivo de desenvolver o setor espacial em Santa Maria, esse crescimento está a ser conduzido de forma responsável e sustentável do ponto de vista socioeconómico. Sublinhou ainda a importância do envolvimento da comunidade neste percurso, afirmando que “esta caminhada que está a ser feita nos Açores, em particular em Santa Maria, há mais de 20 anos, só pode ser feita com a população e através da população”.

 Seguiu-se a intervenção de Ricardo Conde, da Agência Espacial Portuguesa, que reforçou essa ideia de responsabilidade, sublinhando que Portugal faz parte de uma Europa em construção, onde a tecnologia desempenha um papel fundamental. O responsável destacou, ainda, que o setor espacial pode trazer valor acrescentado à região, contribuindo para a fixação de empresas e abrindo novas perspetivas para as próximas gerações.

Também a Presidente da Câmara Municipal de Vila do Porto, Bárbara Chaves, salientou o bom relacionamento com o Governo Regional e a importância da sessão para dar a conhecer, com maior detalhe, o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 20 anos. A autarca enfatizou a necessidade de criar oportunidades que incentivem os jovens a regressar à ilha após os estudos, apontando o setor espacial como uma área estratégica.

“Sou de Santa Maria, vivo aqui e quero continuar a viver, por isso nunca faria nada para pôr em causa o bem-estar dos marienses”, afirmou a presidente, reforçando o compromisso com um desenvolvimento equilibrado e sustentável.

A forte adesão e o reduzido número de questões colocadas pela audiência — apenas uma — sugerem que a sessão foi esclarecedora para os participantes, contribuindo para uma melhor compreensão dos projetos em curso e das perspetivas futuras.

Dirigido a toda a população de Santa Maria, este encontro reforçou o envolvimento da comunidade local no desenvolvimento do setor espacial na ilha, consolidando Santa Maria como um ponto estratégico no panorama do espaço em Portugal.

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