Chegou ao fim, com sucesso, a 4.ª edição do CanSat Júnior Açores, uma iniciativa que continua a afirmar-se como uma referência na promoção das áreas do espaço e da ciência junto dos jovens estudantes da Região.
Apesar das condições atmosféricas adversas, que condicionaram a realização do evento e levaram a que duas equipas da ilha do Faial não participassem, a competição contou com 13 equipas das 15 inicialmente selecionadas.
O denso nevoeiro não permitiu a realização dos lançamentos nos moldes habituais. No entanto, foi encontrada uma solução inovadora, com a realização de lançamentos na RAEGE — Rede Atlântica de Estações Geodinâmicas e Espaciais — permitindo minimizar a frustração das equipas e garantir uma experiência enriquecedora para todos os participantes.
Nesta edição, destacou-se o elevado nível de preparação, conhecimento e aperfeiçoamento das equipas, refletido na qualidade global dos projetos apresentados. De forma inédita, para além da atribuição dos três primeiros prémios, foram ainda atribuídas duas menções honrosas, evidenciando o elevado desempenho e competitividade saudável entre os participantes, sem nunca perder o espírito de partilha, colaboração e entreajuda entre equipas e professores.
As menções honrosas foram atribuídas às equipas Vaquinhas Espaciais, da EBI dos Ginetes (ilha de São Miguel), e FLWSpacers, da EBS das Flores, esta última tendo participado com dois elementos a menos devido às dificuldades de deslocação causadas pelas condições meteorológicas.
Relativamente aos prémios principais, o 3.º lugar foi conquistado pela equipa AirTero, da Escola Antero de Quental (São Miguel), o 2.º lugar pela equipa Rocket Fus10n, da EBS da Madalena do Pico, e o 1.º lugar pela equipa Lepras-SAT, da EBS das Lajes do Pico.
Apesar de todos os constrangimentos provocados pelas condições meteorológicas, a edição deste ano revelou-se um sucesso, terminando com um forte sentimento de dever cumprido por parte da organização, participantes e parceiros.

A contagem decrescente já começou: está a chegar o(s) dia(s) para o(s) qual(is) se trabalha há vários meses.
Depois de um longo período de preparação, organização e dedicação de todas as equipas envolvidas, o evento aproxima-se rapidamente, tendo lugar na ilha de Santa Maria, onde tudo está a ser preparado ao detalhe para acolher participantes e convidados.
Ao longo destes meses foram ultrapassados desafios, afinados pormenores e reforçado o espírito de equipa, com um objetivo comum: garantir a melhor experiência para todos os participantes.
Agora, é tempo de ultimar preparativos e entrar na fase final. Tudo indica que estão reunidas as condições para que este seja um evento de grande qualidade, marcado pelo talento, empenho e inovação.
Contamos consigo, em breve, neste momento tão aguardado.
A fábrica de satélites Alverca Space Hub deverá estar concluída até ao final de junho, com entrada em produção prevista ainda durante 2026. Os primeiros satélites a sair da unidade serão desenvolvidos no âmbito do programa europeu SAFE.
O projeto, integrado na Agenda New Space Portugal e financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), conta com um investimento superior a 16 milhões de euros. A infraestrutura está a ser desenvolvida por um consórcio liderado pelo CEiiA, com participação da Força Aérea Portuguesa e várias empresas do setor aeroespacial.
Localizada em Alverca, a unidade terá cerca de 600 m² e será dedicada sobretudo à integração de satélites com tecnologia radar (SAR), podendo também trabalhar com satélites óticos e de comunicações. A fase inicial deverá criar cerca de 30 postos de trabalho altamente qualificados.
Paralelamente, a Força Aérea continua a avançar com o projeto da Base Espacial de Santa Maria, nos Açores, estando em curso negociações para aquisição de terrenos. Este projeto visa reforçar a capacidade de acesso ao espaço a partir de Portugal, com primeiros lançamentos de foguetões apontados para 2027 ou 2028.
Fonte: Sapo.pt (ECO)
A ilha de Santa Maria recebe, nos próximos dias 22 e 23 de maio, a 4.ª edição do CanSat Júnior Açores, uma iniciativa que continua a afirmar-se como uma importante plataforma de promoção da ciência e tecnologia junto dos jovens estudantes açorianos.
O evento contará com a participação de cerca de 80 alunos e 15 professores, provenientes de seis ilhas do arquipélago — São Miguel, Pico, Terceira, Faial, Santa Maria e Flores — refletindo o crescente interesse e envolvimento das comunidades escolares no domínio da área espacial e das tecnologias associadas.
Durante dois dias, os participantes terão a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos em contexto de sala de aula, através do desenvolvimento e lançamento de pequenos satélites do tamanho de uma lata de refrigerante — os chamados CanSat. Estes projetos simulam missões espaciais reais, promovendo competências nas áreas da engenharia, programação, trabalho em equipa e resolução de problemas.
A iniciativa visa não só estimular o interesse pelas áreas STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), mas também incentivar o espírito crítico, a criatividade e a inovação entre os mais jovens.
A realização do evento em Santa Maria volta a destacar o papel da ilha no setor espacial regional, proporcionando aos participantes contacto direto com um território estratégico para o desenvolvimento de atividades ligadas ao espaço.
A Agência Espacial Europeia (ESA) prepara o lançamento do satélite SMILE, previsto para esta terça-feira, com o objetivo de estudar a interação entre os ventos solares e o campo magnético da Terra.
Desenvolvida em parceria com a Academia Chinesa das Ciências, a missão permitirá observar pela primeira vez, a partir do espaço, o confronto entre as partículas emitidas pelo Sol e o “escudo” magnético do planeta. Este fenómeno está na origem de eventos como as auroras boreais e as tempestades solares.
O satélite será lançado a partir do centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo do foguetão Vega-C. Equipado com instrumentos de imagiologia em raios X e ultravioleta, bem como um analisador de iões e um magnetómetro, o SMILE irá recolher dados essenciais para compreender melhor a chamada meteorologia espacial.
Segundo a ESA, estas informações serão fundamentais para melhorar a previsão de tempestades solares, que podem afetar satélites, sistemas de telecomunicações e outras infraestruturas críticas.
A missão terá uma duração prevista de três anos e meio, durante os quais o SMILE fornecerá uma visão inédita da relação entre o Sol e a Terra.
Fonte: Sapo.pt (ECO)
O Observatório Astronómico de Santana – Açores (OASA) pretende lançar este ano o concurso para a construção de um Planetário Fixo, assinalando assim os seus 25 anos de atividade.
A nova infraestrutura, a construir na Ribeira Grande, permitirá uma experiência imersiva de observação do Espaço através de tecnologia de simulação. O projeto, ambicionado há cerca de uma década, deverá avançar nos próximos meses.
Com mais de 13 mil visitantes em 2025, o OASA reforça o seu papel na promoção da ciência e na sensibilização de crianças e jovens para a astronomia, numa altura em que os Açores apostam cada vez mais no setor espacial.
Fonte: Açoriano Oriental