A Agência Espacial Europeia (ESA) prepara o lançamento do satélite SMILE, previsto para esta terça-feira, com o objetivo de estudar a interação entre os ventos solares e o campo magnético da Terra.
Desenvolvida em parceria com a Academia Chinesa das Ciências, a missão permitirá observar pela primeira vez, a partir do espaço, o confronto entre as partículas emitidas pelo Sol e o “escudo” magnético do planeta. Este fenómeno está na origem de eventos como as auroras boreais e as tempestades solares.
O satélite será lançado a partir do centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo do foguetão Vega-C. Equipado com instrumentos de imagiologia em raios X e ultravioleta, bem como um analisador de iões e um magnetómetro, o SMILE irá recolher dados essenciais para compreender melhor a chamada meteorologia espacial.
Segundo a ESA, estas informações serão fundamentais para melhorar a previsão de tempestades solares, que podem afetar satélites, sistemas de telecomunicações e outras infraestruturas críticas.
A missão terá uma duração prevista de três anos e meio, durante os quais o SMILE fornecerá uma visão inédita da relação entre o Sol e a Terra.
Fonte: Sapo.pt (ECO)
O Observatório Astronómico de Santana – Açores (OASA) pretende lançar este ano o concurso para a construção de um Planetário Fixo, assinalando assim os seus 25 anos de atividade.
A nova infraestrutura, a construir na Ribeira Grande, permitirá uma experiência imersiva de observação do Espaço através de tecnologia de simulação. O projeto, ambicionado há cerca de uma década, deverá avançar nos próximos meses.
Com mais de 13 mil visitantes em 2025, o OASA reforça o seu papel na promoção da ciência e na sensibilização de crianças e jovens para a astronomia, numa altura em que os Açores apostam cada vez mais no setor espacial.
Fonte: Açoriano Oriental
A britânica Space Forge, especializada na produção de materiais para semicondutores no Espaço, está a avaliar a instalação de uma fábrica em Portugal, num investimento que poderá rondar as duas dezenas de milhões de euros, com início de construção previsto para 2027.
A empresa já conta com uma filial nos Açores, em Santa Maria, onde pretende operar a recuperação das suas cápsulas espaciais, contribuindo para o desenvolvimento do futuro Space Hub e do ecossistema de transporte espacial na região.
Segundo a empresa, Portugal destaca-se pelo enquadramento regulatório competitivo, talento qualificado e potencial no setor dos semicondutores. A Space Forge admite ainda que, no futuro, poderá considerar o fabrico de veículos espaciais no país.
A empresa desenvolve tecnologia inovadora que permite produzir semicondutores em microgravidade, aumentando a eficiência dos materiais e reduzindo o consumo energético, com aplicação em áreas como telecomunicações, energia e inteligência artificial.
Fonte: Sapo
A Agência Espacial Europeia (ESA) continua a dar passos importantes no desenvolvimento do Space Rider, o primeiro veículo espacial reutilizável europeu para missões em órbita baixa da Terra. Foram recentemente concluídas etapas essenciais, como a montagem do modelo de testes e a validação do sistema de proteção térmica.
Desenvolvido como um laboratório robótico não tripulado, o Space Rider irá realizar experiências científicas e tecnológicas em microgravidade, regressando depois à Terra de forma autónoma e controlada, através de um sistema inovador de paraquedas. O primeiro voo está previsto para 2028, com lançamento num foguetão Vega‑C.
O futuro Centro Tecnológico Espacial de Santa Maria, nos Açores, está previsto como local de aterragem do Space Rider, afirmando a Região como um ativo estratégico no programa espacial europeu. Este enquadramento reforça o posicionamento dos Açores como plataforma atlântica privilegiada para operações espaciais, inovação científica e cooperação internacional no setor do espaço.
Fonte: tek.sapo.pt
A empresa alemã Atmos Space Cargo está a reforçar a sua aposta no Porto Espacial de Santa Maria, nos Açores, com o objetivo de consolidar as operações de reentrada e recuperação de cápsulas orbitais. Esta aposta enquadra‑se no trabalho desenvolvido pelo Atlantic Spaceport Consortium, que coordena e dinamiza o ecossistema espacial da ilha.
Depois de obter a primeira licença comercial de reentrada orbital em Portugal, a Atmos pretende tornar Santa Maria o local regular de regresso das suas cápsulas reutilizáveis Phoenix, aproveitando a localização estratégica dos Açores no Atlântico e a experiência operacional já existente.
Para além das utilizações científicas e civis, a empresa admite que estas capacidades de reentrada controlada possam vir a ter aplicações no domínio da defesa. Esta aposta contribui igualmente para reforçar o posicionamento de Santa Maria como hub europeu para operações espaciais, em articulação com outros projetos em desenvolvimento na ilha, como o Porto Espacial da Malbusca.
Fonte: Diário dos Açores
A Thales Portugal pretende colocar o país na rota das missões cis-lunares e avançar para a produção nacional de pequenos satélites, como CubeSats e nanoSats, revelou Miguel Boavida, head of Space & Ground Segments da empresa, em entrevista ao ECO/eRadar.
A partir da ilha de Santa Maria, nos Açores, onde a Thales gere o Teleporto, a empresa quer reforçar as capacidades existentes no setor espacial, tirando partido da antena de 15 metros instalada na ilha. Esta infraestrutura poderá integrar uma rede privada de medium e deep space, permitindo a participação portuguesa em futuras missões à Lua.
A Thales está também envolvida no projeto Space Rider, o veículo orbital reutilizável da Agência Espacial Europeia (ESA), cuja aterragem está prevista para Santa Maria, consolidando a ilha como um hub atlântico para o setor espacial europeu.
Paralelamente, a empresa pretende avançar para a produção de pequenos satélites em Portugal, com base no conhecimento adquirido no consórcio AEROS, responsável pelo lançamento do segundo satélite português. O objetivo, segundo Miguel Boavida, é ter satélites a serem produzidos e construídos no país a médio prazo, com a expectativa de entrar em fase de produção por volta de 2030.
Santa Maria assume, assim, um papel central na estratégia espacial nacional, beneficiando de sinergias entre infraestruturas, projetos europeus e investimento público e privado, reforçando a posição de Portugal como nação espacial.
Fonte: Eco.sapo.pt