A empresa alemã Atmos Space Cargo está a reforçar a sua aposta no Porto Espacial de Santa Maria, nos Açores, com o objetivo de consolidar as operações de reentrada e recuperação de cápsulas orbitais. Esta aposta enquadra‑se no trabalho desenvolvido pelo Atlantic Spaceport Consortium, que coordena e dinamiza o ecossistema espacial da ilha.
Depois de obter a primeira licença comercial de reentrada orbital em Portugal, a Atmos pretende tornar Santa Maria o local regular de regresso das suas cápsulas reutilizáveis Phoenix, aproveitando a localização estratégica dos Açores no Atlântico e a experiência operacional já existente.
Para além das utilizações científicas e civis, a empresa admite que estas capacidades de reentrada controlada possam vir a ter aplicações no domínio da defesa. Esta aposta contribui igualmente para reforçar o posicionamento de Santa Maria como hub europeu para operações espaciais, em articulação com outros projetos em desenvolvimento na ilha, como o Porto Espacial da Malbusca.
Fonte: Diário dos Açores
A Thales Portugal pretende colocar o país na rota das missões cis-lunares e avançar para a produção nacional de pequenos satélites, como CubeSats e nanoSats, revelou Miguel Boavida, head of Space & Ground Segments da empresa, em entrevista ao ECO/eRadar.
A partir da ilha de Santa Maria, nos Açores, onde a Thales gere o Teleporto, a empresa quer reforçar as capacidades existentes no setor espacial, tirando partido da antena de 15 metros instalada na ilha. Esta infraestrutura poderá integrar uma rede privada de medium e deep space, permitindo a participação portuguesa em futuras missões à Lua.
A Thales está também envolvida no projeto Space Rider, o veículo orbital reutilizável da Agência Espacial Europeia (ESA), cuja aterragem está prevista para Santa Maria, consolidando a ilha como um hub atlântico para o setor espacial europeu.
Paralelamente, a empresa pretende avançar para a produção de pequenos satélites em Portugal, com base no conhecimento adquirido no consórcio AEROS, responsável pelo lançamento do segundo satélite português. O objetivo, segundo Miguel Boavida, é ter satélites a serem produzidos e construídos no país a médio prazo, com a expectativa de entrar em fase de produção por volta de 2030.
Santa Maria assume, assim, um papel central na estratégia espacial nacional, beneficiando de sinergias entre infraestruturas, projetos europeus e investimento público e privado, reforçando a posição de Portugal como nação espacial.
Fonte: Eco.sapo.pt








